Uma provocação conectada aos termos "esquerda caviar" e "pobre de direita".
No
Brasil, posicionamento ideológico nem sempre está ligado a partidos, envolve crenças
morais, interesses econômicos, experiências pessoais, pertencimento e nível de
informação e, numa campanha eleitoral, são importantes na decisão do eleitor.
O eleitorado se divide em voto ideológico, vagamente ideológico e eleitor médio, construção política iniciada nos anos 90 com o ressurgimento do autoritarismo e reorganização mundial da extrema-direita, 60 anos pós-Segunda Guerra.
O
voto ideológico é comum na esquerda,
o eleitor segue sua ideologia seja qual for o candidato.
Ao
vagamente ideológico é responsável pelas
"terceiras vias" sem respaldo popular, importa o "inimigo"
não vencer. Hoje, partidos são empresas com donos e aderem às melhores condições
financeiras. A maioria é fisiológica, não constrói estruturas baseadas em propostas,
vale a aliança política ou o líder conivente para direcionar verba.
O
eleitor médio decide o voto no dia-a-dia,
baseado nos impactos da política em sua vida. Uma perda ou uma conquista próximo
da eleição, muda seu voto.
Não
há ofensa na "ignorância" do eleitor de direita, ela se refere a
ignorar princípios diversos ao seu conservadorismo ou traumas, o voto é baseado
em dogmas, mesmo que contrariem seus interesses. Comum no viés religioso que
culpa os outros por seus problemas, no caso o Estado, e o sucesso é concessão
divina. Cientistas apontam moral ou fatores sociais como motivação.
O
rico pode ser de esquerda por consciência social. Acha que uma sociedade menos
desigual e um mercado consumidor forte geram estabilidade social. É onde
encontra espaço para defender seus valores progressistas em relação a causas de
gênero, raça e fé. Cientistas apontam virtude ou culpa como justificativa.
É
um tema complexo e não se esgota num post.
A discussão importa porque a perda da empatia, humanidade e solidariedade coloca
em risco a democracia e o país.
Vote Consciente!

Emoticon Emoticon