“A alma de uma nação é o espírito patriótico de seu povo”, lema da Liga da Defesa Nacional-RS!
Não é sem motivo que algumas pessoas teimam em fazer separações entre cidadãos.
Fracionar o espírito patriótico em torno do Brasil é uma forma de afastar
o debate, prejudicar o pensamento lógico, acobertar privilégios, direcionar
ódios e enfraquecer a união da população.
A expressão cívico-militar é uma afronta ao espírito de brasilidade, como se houvesse mais de um tipo de brasileiro.
O militar é apenas um civil que usa um uniforme chamado farda. Como o médico usa o jaleco, o operário usa o macacão, o atleta usa o fardamento de seu clube e tantos outros que conhecemos.
O uniforme é de uso no exercício da função, como identificação
corporativa/profissional e todos o abandonam ao final do expediente. São
cidadãos comuns na maior parte do dia.
Até o meio da segunda década desse século, num acordo entre o governo do
estado, prefeitura e comandantes militares da época, em comum acordo com a Liga
da Defesa Nacional do Rio Grande do Sul, chamávamos de Desfile da Independência a manifestação cívica do dia 7 de setembro,
pelo entendimento de que não é cívico, nem militar, é a comemoração da INDEPENDÊNCIA de todos.
Todos eram defensores da ideia, entendendo que a organização devia ser da
sociedade civil ficando a coordenação com o Exército por envolver deslocamento
de efetivo, equipamentos militares e segurança de autoridades federais e estrangeiras.
A separação cívico-militar é indevida e sugere dois tipos de brasileiros.
A aura criada em torno do militar faz com que ele se isole e o civil o veja
como um estranho.
Ele não é mais patriota ou mais cidadão que qualquer outro brasileiro.
Como instituição tem suas próprias necessidades, mas como cidadão
trabalha, paga impostos e tem direitos e deveres como qualquer outro.
Nossa luta deve ser para que consigamos unir a grande diversidade
brasileira, seja de filosofia, credo, gênero, raça, ideologia ou qualquer outra
expressão individual numa grande identidade nacional.
Este deveria ser o grande foco desta data, festejar a diversidade e
discutir uma forma de integração nacional que crie uma IDENTIDADE NACIONAL, que nos dê paz e segurança para continuar a
consolidar nossa democracia e manter nossa soberania.
BRASILIDADE é o patriotismo do
brasileiro.
Pode ser apenas uma preocupação semântica trocar a forma de chamar essa
manifestação popular, mas nos entendermos como uma só NAÇÃO acima da Pátria é muito importante.
Somos um país multicultural, poliétnico, diverso em religiões e crenças e
deveríamos entender essa pluralidade como força.
Existe nação sem pátria, mas é impossível
haver pátria sem uma nação.
Esse pensamento é importante num momento eleitoral como o que vivemos.
Soberania não é retórica, independência é uma construção permanente,
democracia é liberdade com regras.
Pelo DESFILE DA INDEPENDÊNCIA, porque é sempre mais fácil amar o que construímos juntos.

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