SE...
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acabar com a prisão especial para quem tem nível superior, porque é um
privilegiado com todas as oportunidades para entender o que é certo e errado.
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políticos e funcionários públicos com estabilidade, quando condenados, tiverem
a pena aumentada em 25% para servidores e em 50% para cargos eleitos, porque é
um ato covarde com repercussão difusa na vida de indefesos.
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houver a cassação completa de cargo, salário e benefícios para ministros, desembargadores,
juízes e outras carreiras do judiciário, porque é inconcebível e um agravante o
desvio de caráter daquele que deveria cumprir e fazer cumprir a lei;
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tiver fim a excrescência da “morte ficta”, porque diferencia entre cidadãos e
pune a sociedade que segue pagando aquele que a lesou.
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qualquer crime de corrupção e roubo de dinheiro público tiver direito a delação
premiada apenas se o acordo for feito com o réu em liberdade e se ele cumprir,
no mínimo, 25% da pena em regime fechado.
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políticos flagrados em corrupção e crime comprovado cumprirem no mínimo 75% da
pena para ter direito a progressão de pena.
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se crimes contra a Pátria e contra a vida tiverem direito à progressão de pena apenas
após o cumprimento de 75% da pena em regime fechado.
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se crimes cometidos contra pais, cônjuges, filhos e antecedentes em primeiro e
segundo grau forem agravados em 50% da pena.
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se não houver mais conversão de penas em cestas básicas para crimes de preconceito,
racismo e violência doméstica.
Fora disso, estamos apenas problematizando mais a situação sem que haja o mínimo de esperança em resolver um problema social que vira um caso de polícia.
Tenho
uma experiência como voluntário na periferia, trabalhando com mulheres vítimas
de violência e jovens e adolescentes em situação de risco.
Certa
feita, um jovem me deu uma lapada com uma frase que aperta minha alma até hoje.
“É fácil falar em futuro para o seu filho que pode fazer planos de ter família
e sonhar o que fará aos 40. Aqui, temos que viver intensamente, ter tudo, tênis,
celular, filho e a mulher que a gente quiser, porque ninguém aqui vai viver
além dos 22, 23 anos”.
10
anos depois, do grupo de 27 jovens, entre 14 e 17, apenas 11 ainda vivem.
Não
fale do que não conhece, daquilo que não lhe impacta por estar distante (por
sua culpa), não sente o calor e a dor de quem vai seguir no caminho errado, com
ou sem lei da maioridade, por completa falta de esperança.
Estamos tentando tratar jovens e adolescentes como adultos enquanto teimamos em tratar adultos como crianças.

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