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on 14 abril 2026

PLANEJAMENTO - LÍDER TRANSFER

Saber o que é transferível e o que é inato é extremamente pertinente para um bom líder.

Tecnicalidades são facilmente transferíveis, bastando o profissional ter interesse em se apropriar da técnica e do conhecimento, mas hard skills, por si só, não fazem um bom profissional.

São preciso soft skills que não estão em livros ou literatura, e nenhum professor ensina ou coach mostra, porque são características inatas e fruto da vivência pessoal.

Habilidades são desenvolvidas, não transferidas. Forçar sua assimilação pode violentar sua natureza pessoal e abalar sua autoestima.

Identificar essa habilidade é importante ao designar alguém para assumir uma liderança.

Qual sua experiência? Qual sua capacidade de ouvir? Qual seu nível de empatia? Qual sua competência em transferir informações? Qual seu nível de comunicação? Qual sua habilidade em identificar o perfil do interlocutor e criar uma interatividade inteligente e produtiva?

Isso tudo é uma cultura inerente ao líder. Cultura não se ensina, não se incute, não se impõe.

Essa máxima vale também para empresas que tentam impor uma cultura definida pelo dono.

O dono é apenas uma das partes da empresa. Ela é um ecossistema que envolve funcionários, fornecedores, clientes, sistemistas, investidores e a sociedade. Esse todo define a cultura de uma empresa ou marca, importando mais a percepção do que a projeção de sua imagem.

É como fazer um produto para um público e ser consumido por outro.

Não perceber isso impacta no desenvolvimento do produto, alinhamento com as expectativas do mercado e futuro da empresa.

O bom líder sabe absorver o técnico e desenvolver o emocional, seu e dos outros.

Uma empresa líder sabe que é objeto e não sujeito na relação com o consumidor.