Saber o que é transferível e o que é inato é extremamente pertinente para um bom líder.
Tecnicalidades são facilmente transferíveis, bastando o profissional ter interesse em se apropriar da técnica e do conhecimento, mas hard skills, por si só, não fazem um bom profissional.
São preciso soft skills que não
estão em livros ou literatura, e nenhum professor ensina ou coach mostra, porque são características
inatas e fruto da vivência pessoal.
Habilidades são desenvolvidas, não transferidas. Forçar sua assimilação
pode violentar sua natureza pessoal e abalar sua autoestima.
Identificar essa habilidade é importante ao designar alguém para assumir
uma liderança.
Qual sua experiência? Qual sua capacidade de ouvir? Qual seu nível de
empatia? Qual sua competência em transferir informações? Qual seu nível de
comunicação? Qual sua habilidade em identificar o perfil do interlocutor e
criar uma interatividade inteligente e produtiva?
Isso tudo é uma cultura inerente ao líder. Cultura não se ensina, não se
incute, não se impõe.
Essa máxima vale também para empresas que tentam impor uma cultura
definida pelo dono.
O dono é apenas uma das partes da empresa. Ela é um ecossistema que
envolve funcionários, fornecedores, clientes, sistemistas, investidores e a
sociedade. Esse todo define a cultura de uma empresa ou marca, importando mais
a percepção do que a projeção de sua imagem.
É como fazer um produto para um público e ser consumido por outro.
Não perceber isso impacta no desenvolvimento do produto, alinhamento com
as expectativas do mercado e futuro da empresa.
O bom líder sabe absorver o técnico e desenvolver o emocional, seu e dos
outros.
Uma empresa líder sabe que é objeto e não sujeito na relação com o consumidor.

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