Onde estão as mães?
Essa pergunta é pertinente hoje e
todos os dias.
O conflito família, trabalho e maternidade torna a identidade pessoal da mulher um constante dilema.
Vivemos um momento crítico no enfrentamento
ao extremismo conservador de boa parcela da população diante da figura
feminina.
Os avanços com os direitos civis estão
em risco e os dramas que elas enfrentam são semelhantes, independente de nível
cultural e econômico.
É compreensível qualquer decisão
tomada por elas com base no que faz sentido para o seu momento de vida, mas é
uma decisão a ser compartilhada com o parceiro e a família, porque pode
frustrar anseios de outros.
Além de ser uma opção totalmente
pessoal, enfrentar o ambiente social e corporativo sem apoio e condições
paritárias, exige preparo físico e emocional.
As empresas ainda não entendem que
contratam habilidades e competências, não a vida das pessoas. Pesquisa da FGV
mostra que quase 50% das mulheres deixam o mercado de trabalho 24 meses após a
licença-maternidade.
Após superarem a pressão do relógio
biológico ao decidir ter filhos naturais num período de maturação da carreira,
vivem problemas comuns. Da falta de creche a culpa por deixarem o filho aos
cuidados da babá. Da jornada extra no transporte coletivo às viagens e intermináveis
reuniões. Dos baixos salários à luta por paridade salarial com homens. Do
uniforme doméstico ou operário ao estilo impecável e a ditadura da moda. Todas
convivem em ambiente hostil e bons salários amenizam a situação, mas não resolvem
o problema.
Maternidade pode significar demissão, desvantagem
em avanços na carreira ou veto a participação em projetos importantes. Por
outro lado, os gestores devem vê-la como uma evolução importante com o
aprimoramento de sua sensibilidade, capacidade de conciliar interesses e o
desenvolvimento de novas habilidades. Muitos veem uma outra mulher após a
maternidade, quando na verdade é a mesma, apenas mais evoluída.
Maternidade depende de uma rede de
apoio confiável, do marido à empresa, passando pelos familiares, e estar
preparada psicologicamente para evitar sentimento de culpa ou abandono.
A área de recursos humanos tem
evoluído, se tornou um gestor de pessoas, mas ainda não é uma área estratégica na
maioria das empresas.
Um bom avanço seria a criação de políticas
e programas inclusivos e campanhas que preparem as mulheres para a tomada de
decisão quanto a maternidade.
No mês das mães, paremos para pensar
em como podemos eliminar obstáculos e reconhecer que lugar de mulher é sendo
feliz!
Às mulheres da minha vida - avós, mãe e as mães de meus filhos, obrigado por me fazerem feliz com a alegria de sua maternidade.

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