Somos todos pressionados a torcer pela seleção brasileira de futebol. Até
quem não gosta ou desconhece o assunto, precisa demonstrar espírito esportivo e
patriótico.
O Brasil estreiou com um empate contra a seleção do Marrocos.
O que mudou na sua vida com o empate?
O que teria mudado se o Brasil tivesse sofrido uma derrota?
O que teria melhorado se o Brasil tivesse vencido?
Nossa seleção de futebol é um arremedo de time.
Se o brasileiro tivesse o mesmo empenho e participação na escolha de outra
seleção, muito mais importante, seríamos o país campeão mundial em muitos
assuntos.
Em outubro, elegeremos uma seleção que realmente vai importar para nossa
vida, mas recursos milionários e um esforço de comunicação transformou o
brasileiro num ser irracional. Uma campanha competente fez o cidadão achar
política ruim e desmobilizou o eleitor, quando na verdade, ruins são os
políticos brasileiros.
Nossos políticos tomaram o mesmo caminho dos jogadores brasilerios.
Abandonaram a política, viraram celebridades, monetizam o mandato com cortes e
lives, mentem acintosamente, roubam descaradamente, corrompem criminosamente,
desviam recursos deslavadamente.
Nossos políticos são um arremedo de time.
Perdemos o sentido de polarização, achando que a disputa que teremos, em
outubro, será sobre ideologia, um assunto que não está na pauta.
É uma luta entre dois modelos.
Um tem um projeto em que poderemos discutir ideias, contestar decisões,
apoiar programas, nos opor a projetos, lutar pela desigualdade, tudo dentro da
democracia.
O outro quer padronizar costumes, extinguir culturas, unificar religiões,
armar o cidadão, institucionalizar o crime, apaniguar amigos, consolidar o clã,
acabar coma democracia. Um projeto autoritário com viés ditatorial,
entreguista, preconceituoso, que discrimina brasileiros por raça, gênero,
ideologia, religião, urbano e rural. Isso não é ideologia, é um projeto de
poder pessoal e familiar.
Ao fazer suas escolhas, tenha consciência que esta eleição pode marcar o
início de uma era onde corremos o risco de não termos oportunidade de votar por
muitos anos e, ao invés de temermos a estrela de um partido, virarmos uma estrela na
bandeira de outro país.
Como
no futebol, não abandone o país. Se o time é ruim, a torcida precisa ser boa.
Na
seleção política, além de torcedor, você é o treinador e pode escolher quem
joga e como joga.
VOTE CONSCIENTE!

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